Inspeção em Tubulações

As tubulações são elementos cruciais em qualquer processo industrial, uma vez que são as responsáveis por conduzir os fluidos dos processos aos quais estão inseridas. Por trabalharem com fluidos tóxicos, inflamáveis ou combustíveis, as tubulações acabam sendo a maior causa dos acidentes envolvendo pressão, no ambiente industrial, devido aos vazamentos. Por este motivo, elas devem ser rigorosamente inspecionadas, de modo a impedir que vazamentos e acidentes aconteçam.

Conjunto de linhas, incluindo seus acessórios, projetadas por códigos específicos, destinadas ao transporte de fluidos entre equipamentos de uma mesma unidade de uma empresa dotada de caldeiras ou vasos de pressão.

O que é importante saber sobre TUBULAÇÕES

  • Tipos de fluidos
  • Fluxograma de engenharia
  • Inspeção de tubulação
  • Documentação obrigatória
  • Registro de segurança
  • Plano de inspeção
  • Programa de inspeção
  • Operação
  • Identificação das linhas de tubulação
  • Identificação do sistema de tubulação
  • Fluidos de serviço da tubulação
  • Temperatura e pressão de operação
  • Tipo de inspeção executada
  • Data de início e de término da inspeção
  • Descrição das inspeções, exames e testes
  • Registro fotográfico das anomalias
  • Resultado das inspeções e intervenções executadas
  • Recomendações e providências necessárias
  • Parecer conclusivo quanto à integridade da tubulação
  • Data prevista para a próxima inspeção de segurança
  • Nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção.

QUAIS OS BENEFÍCIOS

Prevenção CONTRA multas
Ao realizar a inspeção de tubulações, o relatório de inspeção contém as recomendações necessárias para a adequação perante às legislações em vigor, de modo que a empresa tenha conhecimento das ações a serem tomadas visando não serem multadas pelos órgãos reguladores.
Prevenção de Acidentes
Quando as inspeções de tubulações são realizadas corretamente, os riscos de acidentes e vazamentos de fluido diminuem significativamente. Com essa ação, você protege seus colaboradores, o meio ambiente e o ambiente do seu empreendimento de possíveis acidentes.
Prevenção de não conformidades
Ao realizar as inspeções, você garante a aprovação em fiscalizações do corpo de bombeiros, do Serviço de Inspeção do Trabalho (antigo MTE) e auditorias internas e externas, de modo que sua empresa esteja sempre regular perante aos órgãos responsáveis.

QUANDO DEVO FAZER A INSPEÇÃO DE TUBULAÇÕES?

Toda empresa que possua tubulações ligadas a caldeira ou vaso de pressão, contendo fluido classe A ou B, precisa atender às exigências descritas na Norma Regulamentadora NR 13. Ela estabelece requisitos mínimos para gestão da integridade estrutural de vasos de pressão nos aspectos relacionados à instalação, inspeção, operação e manutenção, visando à segurança e à saúde dos trabalhadores. Confira abaixo quando cada tipo de inspeção deve ser realizada.

Este tipo de inspeção deve ser realizada nas tubulações antes de sua entrada em funcionamento, no local definitivo de instalação, devendo conter:

  • Teste de estanqueidade
  • Exame externo

As inspeções periódicas das tubulações devem ser constituídas de exames e análises definidas por PH, que permitam uma avaliação da sua integridade estrutural de acordo com normas e códigos aplicáveis.

A periodicidade das inspeções de segurança deve estar de acordo com o programa de inspeção, que pode ser elaborado por tubulação, por linha ou por sistema. No caso de programação por sistema, o intervalo a ser adotado deve ser correspondente ao da sua linha mais crítica.

A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes oportunidades:

  • Sempre que a tubulação for danificada por acidente ou outra ocorrência que comprometa a segurança dos trabalhadores.
  • Quando a tubulação for submetida a reparo provisório ou alterações significativas, capazes de alterar sua capacidade de contenção de fluído.
  • Antes da tubulação ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa por mais de 24 (vinte e quatro) meses.